Thursday, October 19, 2006

Explicação

Explicação

Explicacao

Wednesday, October 18, 2006

Metade

Tuesday, June 06, 2006

Cigarra

A cigarra canta
o seu canto
no seu canto.
No meu canto
estou em pranto.
Uma torrente de lágrimas
banha meu rosto
da vida sem gosto,
que desgosto
este pranto
no meu canto,
enquanto
a cigarra canta
o seu canto
no seu canto.


Apº. Bonesso.

Andirá, 07-09-1993.
Calçadas

Há flores em tudo que vejo.
Há amor nos olhos de minh’alma.
Há historia
Na memória.
Há bonita donzela
de saia lilás
e blusa amarela,
Não sei se é Jessica
Marina ou Gabriela,
pisando nas flores
mais belas
caidas nas calçadas
da Rua Bahia.
Um pisar leve
mais parecendo um sonho
bonito e risonho.
Um visual lindo
e ideal
para quem pensa
morar e viver,
com todo saber
nas pousadas Divinas
do paraiso.

Apº. Bonesso
Andirá, 27-12-1.998
Caminhar

Gosto de caminhar pelas estradas,
Embora o perigo dos veículos constantemente
Nos ameace,
Mas, me sinto com liberdade
E livre dos preconceitos da sociedade,
Parece-me e creio realmente
Ser um pássaro
Planando lá no céu azul,
Voando do leste ao oeste...
Voando do norte ao sul.

Apº. Bonesso.
Andirá, 19-03-1999.

Sunday, June 04, 2006

Lirismo

Tudo leva o vento,
só não as poesias
que saem do pensamento
cadenciando melodias.

Um rastro de lirismo
vai ficando pra traz,
quando bonito eu rimo,
esquecer o amor jamais.

Para que vou esquecer
um amor bonito que vivi,
seria o mesmo que morrer
se é que ainda não morri.

De beleza e raridade
são os amores que se vão,
ali vai a felicidade
e junto vai o coração.


Apº. Bonesso.

Andirá, 20-02-2001.


Aniversário


Do teu aniversário,
hoje é o dia.
Viver todos os momentos
de nossas vidas,
eu gostaria.
Mas somente posso,
no pensamento,
daqueles instantes recordar,
deixar as lágrimas correrem,
e desse lindo sonho acordar.
Pediria para ti deixar
teus braços me abraçarem.

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Sair flutuando para o além,
e numa fantasia colorida,
te chamar de meu bem ...
Te chamar de querida.



Apº. Bonesso.

Andirá, 17-06-2001.


Tristeza

Hei ainda de arrancar
Essa tristeza que me corrói,
Hei de ainda clamar
Que ela já não me dói.

Por que tanta tristeza em mim?
Ela do imo vou tirar
E a tristeza terá fim
Aí eu vou gargalhar.

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Apº. Bonesso.
20-08-1.996


O Universo

Gostaria de compor

o mais belo verso,

e com muito ardor

versar o universo.

Falar das montanhas,

do céu, das estrelas e o mar,

arrancado das entranhas

dos sonhos... e sonhar.

Sonhar com as cataratas,

nossas lindas palmeiras,

e as verdejantes matas

dessa terra brasileira.

O universo d’eu é o BRASIL,

pois aqui tudo é bom,

um povo forte, varonil

e de nobre coração.

Versejar os cafezais,

os algodoeiros,

a cana caiana, os canaviais

e os rios brasileiros.

Esse é o universo que eu canto

de mil sonhos pra viver,

mirando o pôr do sol

e seu lindo amanhecer.

Apº. Bonesso.

Andirá, 14 - 03 - 2001.

Separação

Separação

Não quero separação

nem de ti distanciar,

não quero aceno de mão

pra eu num pranto ficar.

Esse gesto é doído

e marca um distanciamento,

os dois saem feridos

desse fel procedimento.

Não concebo tu pra lá

mui sozinha, sem ninguém,

bem distante d’eu pra cá

num horizonte, muito além.

A DEUS muito vou orar

pra que isso não aconteça,

pra tal é amar e amar

e que o amor prevaleça.

Apº. Bonesso.

Andirá, 10-11-2002.

Andirá

Andirá

Lá de cima da curva
Da estrada pra Itambaracá,
Mesmo com a visão turva
Vislumbra-se a bela Andirá.

Da igreja, a torre imponente,
Alguns edifícios sendo erguidos,
Ali está nossa gente,
Meus amores, meus entes queridos.

Quantos anos tuas ruas percorrendo
Olhando as mesmas casas comerciais,
As mesmas calçadas pisando,
Os mesmos portões residenciais.

As mesmas pessoas nas praças
As vitrines. Os mostruários.
As crianças cheias de graças,
Da industria, o apito lendário.

O Ana Nery, o Barbosa Ferraz,
Michel Kairala, o Durval,
São escolas que o aluno faz:
Contabilidade, primário, ginasial.

Com orgulho te descrevo
E tenho muito amor pra te dar,
Um grande futuro antevejo
Pra minha querida Andirá.

Apº. Bonesso

Andirá, 23-05-96

Nosso Mundo

Nosso Mundo

Quero escrever coisinhas

agora aqui nesta praça,

algumas besteirinhas

coisas sem graça.

Mesmo sem filosofia

me ponho a escrever,

motivos banais que um dia

o mundo vai ler.

Pessoas que andam na passarela

entre árvores frondosas,

miro e só não anda ela,

entre meninas jeitosas.

Ela desapareceu

sem um sentido profundo,

não sei se ela ou eu

olvida nosso mundo.

Apº. Bonesso

Andirá, 14-04-2000

Multicor

Multicor

Ver nos teus lábios

esse lindo sorriso

muito me envaidece,

a saudade vai embora

e a tristeza fenece.

Teu sorriso no sono da noite

faz o mundo risonho.

Não mais tenho dor,

de manhã desperto

dum belo sonho...

Sonho repleto de amor.

Teu sorriso de cor encarnada

emoldura teu rosto divino,

ele te torna uma deusa encantada,

te venerar é meu destino.

Tua imagem me dá vida,

teu sorriso me dá sorte,

hei de amar, querida,

até o dia de minha morte.

Que jamais chegue esse dia

pra não ter fim esse amor,

assim a vida me sorria

com teu sorriso multicor.

Apº. Bonesso.

Andirá, 10-10-2002.

Decência

Decência

Bem faceira ela vem
pelo centro do jardim,
o perfume que ela tem
cheira a flor do jasmim.

Elegante e bonita
é sempre assim que a vejo,
fino vestido de chita
que realça meu desejo.

O nome dela eu não sei,
mas ainda vou saber,
pra isso muito orei
e DEUS vai me atender.

Assim que for realizada
essa minha clemência,
serás a mulher mais amada
na mais pura decência.

Apº. Bonesso.

Andirá, 14-04-2001.

Década

Década

Foi preciso uma década
para eu acreditar que
tu me abandonaste.

Foi preciso dez anos
para eu acreditar
que isso pudesse acontecer.

Jamais pensei que esse amor,
um dia, viesse a morrer.

Apº. Bonesso.

Andirá, 26-08-2002.

Beijos


Beijos

Quando por aqui passas

E na porta tu me vez,

Sei que fracassas

Por não te dar nem uma vez.

Foi no meu jardim

Que esta flor eu colhi,

Ela é tudo de mim

E eu a trago para ti.

Minha amizade não é transparência

Nem é cheia de ilusão,

Ela é plena de decência

Modelando uma oração.

Apº. Bonesso.

Andirá, 15-07-1999.

Bananeira Culpada


Bananeira Culpada.

Se a bananeira é culpada, { 1 }

A paineira é também,

Quem manda nascer na beira da estrada,

Com sombra densa

Que só faz bem.

Sob a sombra da paineira,

Sinto nas entranhas

Essa coisa estranha

Que é a preguiça.

Essa preguiça

Preguiçosa

Bem gostosa

Na sombra frondosa

Bem maneira

Dessa fresca paineira

Cheia de flores,

Embelezando nossas vidas,

Perfumando meus amores.

Apº. Bonesso { ABE }

Andirá, 13 -03- 98

{1}A culpa é das bananeiras de meu país,esta sombra mole, preguiçosa (Carlos Drumond de Andrade)

Sonhos de fada

Sonhos de fada

Quando te vejo

pela rua passar,

daquele beijo

me ponho a lembrar.

Do encontro primeiro,

do primeiro abraço,

teu modo brejeiro,

da madorna em teu regaço.

De mãos dadas

passear pela cidade,

eram sonhos de fadas,

era só felicidade.

Tudo poderá voltar

e o amor renascer,

para isso vou orar

e isso vai acontecer.

Apº. Bonesso.

Andirá, 15-02-2001

Amiga

Amiga

Minha querida amiga,

são muitas saudade, tantas,

mas todas elas santas

e ardentes como urtiga.

Pra ti esta carta é ansiosa

e sei que era muito esperada,

na tua mão perfumada

te mando pétalas de rosa.

São pétalas amarelas,

brancas, rosas e vermelhas,

inspiradoras... centelhas

fulgurantes, bem singelas.

Pedras, praias... Recordações.

Entre relva um caminho,

te fazendo mui carinho,

juntei nossos corações.

A distância é um pesadelo

que cala fundo no peito,

mesmo clamando não há jeito.

O amor quero refaze-lo

Apº. Bonesso.

Andirá, 06-03-2002


Beijos Ardentes


Beijos Ardentes


Vou caminhar pela cidade

e sei que vou lhe encontrar,

quero ter a felicidade

de seu corpo abraçar.

Quando lhe vejo,

o começo é o abraço

lhe cubro de beijos,

mesmo com cansaço.

Beijos ardentes... Molhados

que sufocam nossas bocas,

me deixam tresloucado

e você meio louca.

Ap. Bonesso.

Andirá, 02-03-2000


Atroz

Atroz


O amor é belo

mais belo é quem o dá.

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a música é a linguagem da alma e

a poesia é a expressão da alma.

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Quem dera contigo estar,

para um pouquinho viver

e te amar.

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Ah! Queria ser poeta,

para ser um fingidor,

queria fingir que a dor que sinto

é um sofrimento atroz

de mim extinto.

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Apº. Bonesso.

Andirá, 05-09-1999.